A Secretaria Municipal de Saúde de Toledo (SMS) faz um apelo à população para que busquem os postos de vacinação e continuem a adotar medidas preventivas contra doenças respiratórias. Essa orientação vem após a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgar, na última terça-feira (2), um comunicado que alerta sobre o aumento dos casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionados à Influenza em todo o estado do Paraná.
O comunicado informa que, neste ano, há uma circulação antecipada dos vírus respiratórios, com destaque para a Influenza A (H3N2). Dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) indicam que até o início de junho foram identificados 1.242 casos de SRAG por Influenza entre os paranaenses, representando um aumento de 33,1% em relação ao mesmo período de 2025. Em resposta a essa situação, a Sesa recomenda que os municípios intensifiquem as campanhas de vacinação, especialmente entre grupos prioritários como crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde.
A vacinação se mantém como o método mais eficaz para prevenir a ocorrência de casos graves, hospitalizações e mortes ocasionadas pelo Influenza e pelo Sars-Cov-2, agente causador da Covid-19. Assim sendo, é aconselhável que os integrantes dos grupos prioritários chequem sua situação vacinal e se dirijam a uma unidade de saúde caso ainda não tenham recebido a vacina neste ano.
Cobertura vacinal
A cobertura vacinal contra a Influenza em Toledo ainda está aquém da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 90% para os grupos prioritários. Até segunda-feira (8), foram administradas 22.370 doses do imunizante.
Dentre essas doses aplicadas, 15.386 foram direcionadas ao público-alvo da campanha, resultando em uma cobertura de apenas 43%. Entre os grupos prioritários, as gestantes destacam-se com o melhor índice de adesão, atingindo 57,98%, seguidas pelos idosos com 46,57%. Por outro lado, a cobertura entre crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos é apenas de 24,47%. Quando considerados outros públicos contemplados pela campanha, incluindo pessoas com comorbidades, o índice totaliza 37,88%.
Aumento da demanda
O aumento nos registros das doenças respiratórias já é visível no número de atendimentos realizados no Pronto Atendimento Municipal (PAM/Mini-Hospital) Doutor Jorge Milton Nunes e na Unidade de Pronto Atendimento Doutor José Ivo Alves da Rocha. A procura por consultas por clínicos gerais para pacientes acima dos 13 anos teve um crescimento entre 10% e 20% nas últimas semanas, um aumento que se alinha à média observada em anos anteriores.
“Na primeira semana de junho deste ano, cerca de 18,8% das consultas realizadas na UPA e no PAM eram relacionadas a síndromes respiratórias. Esse percentual é bastante semelhante ao observado no mesmo período do ano passado, que foi de 18,4%”, aponta Douglas Silvestre Cabral, diretor da Rede de Atenção às Urgências e Emergências da SMS. “É interessante notar que na primeira semana de maio desse ano essa média era apenas 9,9%, quase metade do volume atual”, complementa.
No atendimento pediátrico realizado exclusivamente na UPA, o crescimento chega a variar entre 30% e 40%, o que requer um reforço nas escalas das equipes para atender à alta demanda. Esta ação visa diminuir o tempo de espera dos pacientes e assegurar um atendimento adequado.
O diretor também recomenda que indivíduos com sintomas iniciais busquem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) correspondente assim que possível. “As unidades de pronto atendimento devem ser reservadas para casos mais críticos como febre persistente ou dificuldade respiratória”, enfatiza.
Cuidados adicionais
Além da vacinação, é vital que a população mantenha práticas simples de prevenção: lavar as mãos frequentemente, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos pessoais e garantir ventilação adequada nos ambientes. Aqueles que apresentarem sintomas como febre elevada, tosse persistente ou mal-estar devem buscar avaliação médica imediatamente caso sintam piora do quadro clínico.
A secretária municipal de Saúde Adriane Monteiro Santana ressalta que proteger os cidadãos contra complicações evitáveis através da imunização é uma prioridade diante do aumento das doenças respiratórias e da pressão sobre hospitais e equipes médicas.
“A vacinação é nossa ferramenta mais poderosa para reverter essa situação já que ajuda a interromper a transmissão dos vírus e diminui o risco de evolução para formas graves”, observa. A secretária insiste na importância da atualização da carteirinha vacinal e no comparecimento às unidades de saúde mais próximas. “Receber a vacina é um ato cuidadoso tanto consigo quanto com aqueles que amamos”, conclui.
Fonte: Prefeitura de Toledo
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