Tag: psicologia

Agosto Lilás: há dores que ninguém vê, mas toda violência precisa ser reconhecida
Coluna Márcia Bortolanza

Agosto Lilás: há dores que ninguém vê, mas toda violência precisa ser reconhecida

Violência psicológica pode se esconder em comportamentos de controle, humilhação e ameaça; reconhecer os sinais é fundamental para acolher e romper ciclos de abusoColuna de Marcia Bortolanza  Escritora e PsicólogaAgosto termina. O lilás deixa as campanhas, as fachadas e as publicações. Mas, para muitas mulheres, a violência não termina quando o calendário muda.Ela continua dentro de casa, nas relações e, muitas vezes, escondida atrás de uma aparência de normalidade.Quando pensamos em violência contra a mulher, ainda é comum imaginarmos hematomas, agressões físicas e marcas visíveis. Mas algumas das feridas mais profundas não aparecem no corpo.Há mulheres que nunca receberam um tapa, mas são feridas todos os dias.Por palavras que diminuem. Pelo controle disfarçado de cuidado. Pelo ciúm...
Depois do Dia dos Pais, o que permanece?
Coluna Márcia Bortolanza

Depois do Dia dos Pais, o que permanece?

Psicóloga e escritora Marcia Bortolanza reflete sobre a presença, os vínculos afetivos e a herança emocional que permanece além das homenagens da dataColuna Marcia BortolanzaEscritora e PsicólogaO Dia dos Pais foi celebrado no último domingo, 9 de agosto, mas algumas reflexões não cabem em apenas uma data do calendário. Depois das homenagens, dos abraços, das mensagens, das fotografias e dos presentes, fica uma pergunta: o que realmente permanece quando o Dia dos Pais termina?Ser pai não é apenas gerar uma vida. É participar dela. É estar presente, ensinar pelo exemplo, oferecer segurança, acolher, orientar e, muitas vezes, aprender junto.Os filhos não precisam de pais perfeitos. Precisam de pais presentes, capazes de amar, cuidar, estabelecer limites e reconhecer seus próprios erros. Afin...
A Copa do Mundo e o Coração dos Brasileiros: quando o futebol une emoções e histórias
Coluna Márcia Bortolanza

A Copa do Mundo e o Coração dos Brasileiros: quando o futebol une emoções e histórias

Artigo de Marcia Bortolanza, escritora e psicóloga, aborda como a competição vai além do esporte e fortalece vínculos, identidade coletiva e esperança entre os brasileirosColuna Marcia Bortolanza Escritora e PsicólogaA Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. Para os brasileiros, ela representa um momento de encontro, esperança e pertencimento. Durante esse período, pessoas de diferentes idades, histórias e realidades se unem por um sentimento comum: o amor pelo país e o desejo de ver sua seleção alcançar a vitória.Do ponto de vista psicológico, a Copa desperta emoções profundas. Ela fortalece a identidade coletiva, promove conexões sociais e cria memórias afetivas que atravessam gerações. Quem não se lembra de assistir aos jogos ao lado da família, dos amigos ou dos col...
Escultura “Última Ceia” em madeira ganha destaque pelo maior alto-relevo do Brasil
Arte

Escultura “Última Ceia” em madeira ganha destaque pelo maior alto-relevo do Brasil

Obra esculpida em cedro pelo artesão Romualdo de Castro Souza levou um ano e meio para ser concluída em Garanhuns, no Agreste pernambucanoUma das maiores releituras em madeira da obra “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, está em Pernambuco. Esculpida pelo artesão Romualdo de Castro Souza, na cidade de Garanhuns, a peça impressiona pela dimensão, riqueza de detalhes e profundidade do alto-relevo.A história da escultura começou em 2013, com a aquisição de duas grandes pranchas de madeira cedro, vindas do Pará, por meio de uma madeireira do Recife. O trabalho artístico foi iniciado no mesmo ano e concluído em junho de 2015, após cerca de um ano e meio de dedicação.A obra foi produzida a partir de duas pranchas com aproximadamente 7,30 metros de comprimento, 60 centímetros de largura e 15 ce...
Maio Laranja e a urgência de enxergar o que o silêncio esconde
Coluna Márcia Bortolanza

Maio Laranja e a urgência de enxergar o que o silêncio esconde

Psicóloga e escritora Marcia Bortolanza alerta para os impactos emocionais da violência infantil e destaca a importância da escuta, do acolhimento e da proteção permanente às criançasColuna de Marcia BortolanzaExistem dores que não sabem pedir ajuda.A dor de uma criança, muitas vezes, é silenciosa.O Maio Laranja surge como um movimento de conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, mas também como um alerta para algo que precisa ser discutido durante o ano inteiro: a necessidade de construirmos uma infância verdadeiramente protegida.Nem toda violência deixa marcas visíveis. Algumas se escondem atrás de mudanças de comportamento, crises emocionais, medo excessivo, dificuldade de socialização, ansiedade, queda no rendimento escolar ou um silênci...
Mãe: entre o amor que acolhe e as marcas que permanecem
Coluna Márcia Bortolanza

Mãe: entre o amor que acolhe e as marcas que permanecem

Texto da escritora e psicóloga Marcia Bortolanza reflete sobre os vínculos maternos, as heranças emocionais e a construção afetiva ao longo da vida.Falar de mãe é entrar em um espaço sagrado da experiência humana. Um lugar onde nascem vínculos, mas também onde, muitas vezes, se instalam silêncios difíceis de nomear. Porque mãe não é apenas quem cuida é quem, de alguma forma, inaugura em nós a forma de sentir o mundo.É no olhar materno que aprendemos, ainda sem palavras, se somos vistos, amados e aceitos. É no colo ou na ausência dele que o corpo registra as primeiras impressões de segurança ou de falta. A mãe, portanto, não marca apenas a infância. Ela atravessa a vida inteira, habitando memórias, escolhas e afetos.Na prática clínica, é possível perceber o quanto esse vínculo inicial ecoa ...
Para Márcia Bortolanza, palavras têm poder de construir ou marcar profundamente
Coluna Márcia Bortolanza

Para Márcia Bortolanza, palavras têm poder de construir ou marcar profundamente

Artigo destaca a responsabilidade emocional na comunicação e o papel da fala nos vínculos humanosColuna por Marcia BortolanzaEscritora e PsicólogaA fala é muito mais do que um instrumento de comunicação. Ela é extensão do que sentimos, do que pensamos e, muitas vezes, do que ainda nem conseguimos compreender completamente dentro de nós. Cada palavra carrega uma energia, uma intenção e, sobretudo, uma carga afetiva capaz de construir ou ferir.Não falamos apenas com a boca, falamos com a nossa história. As experiências vividas, as dores, os afetos, as crenças e até os silêncios moldam o tom, a escolha das palavras e a forma como nos expressamos. Por isso, duas pessoas podem dizer a mesma frase, mas transmitir sentimentos completamente diferentes.A carga afetiva da fala está justamente nesse ...
Janeiro Branco alerta para impactos emocionais em pacientes com doenças crônicas e seus familiares
Saúde

Janeiro Branco alerta para impactos emocionais em pacientes com doenças crônicas e seus familiares

Especialista destaca que medo, ansiedade e sobrecarga podem evoluir para quadros graves sem acompanhamento psicológico.É possível manter a saúde mental convivendo diariamente com a dor? Como preservar o equilíbrio emocional quando os dias se passam em uma cama, em razão de uma enfermidade crônica? E, para familiares e cuidadores, como priorizar a própria saúde mental diante de tantas demandas relacionadas ao cuidado do ente querido? Esses são alguns dos questionamentos levantados pela campanha Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, que convida à reflexão sobre os desafios emocionais enfrentados por pessoas com doenças crônicas e seus familiares.De acordo com Ana Paula Pessoa, psicóloga da Clínica Florence Recife, hospital especializado em cuidados paliativos e...