A expressão popular “Maria vai com as outras” possui diversas teorias sobre sua origem, sendo duas as mais destacadas. A primeira se refere a indivíduos que aparentam não ter uma opinião ou vontade própria, enfrentando dificuldades na hora de fazer escolhas. Essa expressão remonta até a uma ovelha chamada Maria, que seguia o rebanho de fêmeas.
A segunda origem está ligada à figura de Dona Maria I, rainha de Portugal e mãe de D. João VI, conhecida historicamente como “A Louca”. Quando saía para passear, ela era acompanhada por suas damas, pois não tinha permissão para andar sozinha. Por isso, popularizou-se a frase: “Maria vai com as outras”.
Embora Maria Louca fosse vista como uma figura frágil, ela possuía autoridade significativa. Até certo ponto, tinha poder para “mandar, determinar e desmandar”, sendo responsável pela criação de um “imposto sobre a propriedade” que os governantes no Brasil Colônia deveriam pagar. Essa taxa visava compensar perdas financeiras devido aos tesouros retirados do Brasil e enviados a Portugal. O imposto, que passou por várias denominações ao longo do tempo, é atualmente conhecido como IPTU.
Portanto, essa taxa foi instituída por alguém considerado “louco”, e para termos direito à propriedade em nossa terra, sempre foi necessário “pagar”. Ao relembrar esse aspecto da história brasileira, surge a reflexão: será que algum ser humano está realmente isento de doenças que podem afetar suas capacidades mentais? Será que alguém pode estar completamente protegido contra psicopatias? Exemplos históricos como Hitler e Mao Tse Tung demonstram que não é incomum encontrar líderes com desvios mentais graves. Rejeitar comportamentos é aceitável; no entanto, ações extremas como assassinatos são inaceitáveis.
Diante disso, seria prudente exigir que pessoas em posições de autoridade se submetessem anualmente a avaliações de “sanidade mental”? Não seria essa uma medida sensata para garantir a segurança coletiva? Outro ponto a considerar é: quantos danos podem ser causados pelas decisões tomadas por alguém em um cargo elevado que esteja passando por um colapso mental sem perceber? É importante ressaltar que as consequências das ações de uma figura como “Maria Louca” podem perdurar e afetar toda uma sociedade. A história também nos recorda que naquela época ela foi submetida a avaliações de saúde mental. Hoje em dia, sem essa possibilidade, é natural questionar quantas decisões prejudiciais estão sendo tomadas neste Brasil repleto de crises morais e dilemas éticos. E quantas novas “rainhas loucas” ainda podem surgir?
Por que não refletir sobre isso enquanto esperamos os resultados das próximas eleições?
MESA DE BAR
Para relembrar:
A família que denunciava “as mentiras da imprensa” estava enganando o país sobre o estado de saúde de Tancredo Neves durante uma semana.
Garçom… Mais uma cerveja gelada, por favor!!!
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