Paraná implementa tecnologia de Israel para detectar e desativar drones potencialmente perigosos

Nesta quinta-feira (15), o Governo do Paraná, através da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), deu início aos testes de uma tecnologia israelense projetada para detectar, monitorar e neutralizar drones não autorizados. A avaliação do sistema Sentrycs está sendo realizada na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), situada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, com a presença de representantes das forças de segurança pública do estado.

Apresentado pela empresa M1, o equipamento utiliza tecnologia de radiofrequência para identificar aeronaves pilotadas remotamente, coletando dados como localização, altitude, velocidade e posição do operador. Sob certas condições, o sistema é capaz de tomar controle dos drones não autorizados e guiá-los para um pouso seguro, sem a necessidade de destruí-los.

Modernização e novas ameaças

Conforme afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a busca por novas tecnologias integra a estratégia de modernização das forças de segurança paranaenses. Ele ressaltou: “Estamos sempre à procura de soluções que ampliem a eficácia das nossas forças de segurança, especialmente frente às novas ameaças. Tecnologias como essa podem ser decisivas para proteger áreas estratégicas, garantir a segurança em grandes eventos e apoiar operações policiais. Nosso intuito é explorar e avaliar ferramentas que possam proporcionar ainda mais segurança à população do Paraná.”

Os testes contam com a assistência de um técnico especialista na operação do equipamento e na apresentação de suas funcionalidades. O objetivo da avaliação é investigar as potenciais aplicações dessa tecnologia nas atividades relacionadas à segurança pública, com ênfase na proteção de instalações críticas, monitoramento de regiões sensíveis e segurança em grandes eventos.

Forças de segurança envolvidas e regulamentação

A atividade envolve representantes da SESP, Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Civil do Paraná (PCPR), Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Além disso, integrantes do Comando de Aviação (Comav) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também estão participando pelo PMPR.

O emprego da tecnologia para monitoramento acontece em meio às novas diretrizes estabelecidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), que exige autorização prévia para voos no Sarpas (Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas) para todos os drones, incluindo os recreativos que pesam menos que 250 gramas. O Comav enfatiza que o cálculo do peso abrange quaisquer acessórios acoplados; portanto, drones acima desse limite precisam ser cadastrados no Sistema de Aeronaves não Tripuladas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Quando há operações envolvendo aeronaves tripuladas das forças estaduais, o espaço aéreo torna-se sensível e a presença de drones é proibida. O não cumprimento dessas normas pode resultar em ações policiais contra os operadores dos drones infratores, além da possibilidade de multas, apreensão dos equipamentos e responsabilização por infrações administrativas ou crimes previstos na legislação aeronáutica.

AEN

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