O hábito de viajar com animais de estimação tem se tornado cada vez mais comum entre as famílias brasileiras. Dados recentes do Ministério do Turismo revelam que 46% dos brasileiros que viajam levam em conta a aceitação de pets ao escolher seus destinos, demonstrando a crescente influência dos animais nas decisões relacionadas ao turismo e lazer. Com a aproximação de feriados prolongados, especialistas da WeVets, o maior grupo de saúde veterinária do país, ressaltam que integrar o animal aos planos de viagem requer um planejamento cuidadoso que vai além da simples reserva de acomodações que aceitem pets.
Deslocar-se de carro pode ser uma fonte considerável de estresse para cães e gatos, especialmente quando não há um planejamento adequado. Alterações na rotina habitual, novos ambientes, longos períodos confinados e a exposição a ruídos altos podem prejudicar o bem-estar dos animais e aumentar a possibilidade de problemas durante a viagem.
“Um erro comum é pensar que o pet se adaptará automaticamente à viagem. Assim como os humanos, os animais também experimentam mudanças físicas e emocionais devido ao deslocamento. Um check-up antes da viagem é essencial para garantir que eles estão prontos para viajar e para fornecer orientações específicas aos tutores sobre os cuidados necessários”, afirma Marcela Luiza, médica veterinária da WeVets.
A equipe da WeVets compilou recomendações valiosas para auxiliar os tutores na busca por uma experiência tranquila e segura durante as viagens de carro ou avião com seus pets.
Embora o transporte rodoviário seja a alternativa mais frequente para quem leva animais consigo, essa modalidade também apresenta comportamentos inadequados que podem colocar em risco tanto os pets quanto os passageiros do veículo.
Para tutores de gatos e pequenos animais que irão viajar em caixas de transporte, é fundamental acostumar o pet com esse espaço alguns dias antes da data da viagem.
Dentre as estratégias recomendadas estão deixar a caixa acessível em casa para que o animal possa explorá-la livremente, inserir petiscos ou brinquedos favoritos dentro dela e incluir mantas ou cobertores com seu cheiro, criando assim uma associação positiva com aquele ambiente.
Quando a caixa é vista como um lugar familiar, seguro e confortável, a experiência tende a ser menos angustiante, especialmente em trajetos mais longos nos quais o animal precisará permanecer ali por períodos prolongados.
Contenção obrigatória
Cães de médio e grande porte devem ser transportados com peitorais apropriados conectados ao cinto de segurança no banco traseiro. Evite usar coleiras atadas ao pescoço para esse propósito, pois elas podem causar lesões sérias em situações de freadas repentinas ou acidentes. Para gatos e cães pequenos, é aconselhável utilizar caixas adequadas que estejam sempre bem fixadas durante o trajeto.
Nada de cabeça para fora da janela
Embora seja uma prática comum entre muitos tutores, deixar os animais com a cabeça para fora da janela pode resultar em lesões oculares, inflamações nos ouvidos e acidentes causados pela entrada de poeira ou insetos nas vias respiratórias.
Paradas programadas
Durante viagens longas, é recomendável fazer paradas a cada duas horas para permitir que o pet caminhe, se hidrate e faça suas necessidades. Também é melhor evitar alimentações volumosas pouco antes do início da viagem para minimizar as chances de enjoos e vômitos no caminho.
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